sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Construção Sustentável - Casas em Taipa



O acto mais sustentável que existe é reabilitar e aproveitar o que existe.

A sustentabilidade não é opção, é o único caminho. 
A gestão eficiente da água e o aproveitamento dos recursos energéticos renováveis podem ser determinantes para a sustentabilidade económica.

A eco-construção refere-se aos edifícios ou empreendimentos que são concebidos para reduzir o impacto no meio ambiente. São, portanto, edifícios mais eficientes na utilização de energia, na utilização da água e recorrendo a recursos locais, nomeadamente ao nível dos materiais de construção.

EcoCasa Portuguesa

https://www.facebook.com/ecocasaportuguesa


Fórum EFINERG online, também, no Facebook


Fórum Efinerg
O Projecto EFINERG mobiliza a indústria para eficiência energética tendo como principal objectivo a implementação e integração de boas práticas energéticas
A ADENE – Agência para a Energia, no âmbito do projecto EFINERG, expande o fórum online sobre a eficiência energética nas pequenas e médias empresas (PME) às redes sociais. O fórum, agora presente no Facebook através da página www.facebook.com/efinerg, tem como principal objectivo mobilizar a indústria para a implementação e integração de boas práticas energéticas.


Dirigido aos técnicos e gestores de empresas ligados às áreas de Gestão de Energia, estas plataformas online assumem-se como um meio privilegiado de agregação de ideias, debate e divulgação de sugestões e propostas que, de alguma forma, propiciem a adopção de boas práticas no âmbito da eficiência energética.
 
Promovido pela AEP (Associação Empresarial de Portugal) e pelo IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação), o projecto EFINERG pretende apoiar a concretização dos objectivos definidos no (PNAEE) Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética e proporcionar às PME um enquadramento coerente e integrado no Quadro de Referencia Estratégico Nacional (QREN).
 
Fonte: ADENE 

Endereços do Fórum

 


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Cluster de construção "verde" faz registo de materiais


Classificação feita de acordo com sustentabilidade vai permitir fazer melhores escolhas.

Os edifícios "verdes" em Portugal ainda são quase uma extravagância. Mas um empreendimento de habitação económica em Matosinhos ganhou um prémio internacional por provar que é possível. Um cluster nacional, recente, vai orientar o sector para esse caminho.


"A sustentabilidade não é opção, é o único caminho. Porque não podemos ter 10 euros no bolso e gastar 15", afirma o presidente da associação Plataforma para Construção Sustentável, Victor Ferreira, professor associado do Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Aveiro.

A organização a que preside gere o Cluster Habitat Sustentável, uma rede - criada em 2009 - de instituições de investigação, empresas e autarquias que promove a sustentabilidade como mote para a inovação no sector da construção. Em curso está "um trabalho moroso", mas que pode tornar acessível aos consumidores comuns um conhecimento que é, actualmente, muito especializado - uma classificação de materiais de acordo com a sustentabilidade.

"Nicho de mercado"
"O acto mais sustentável que existe é reabilitar e aproveitar o que existe", diz Victor Ferreira. Mas construção sustentável, admite, é ainda um caminho que se faz, em Portugal, "a diferentes velocidades". Há vários motivos para isso, reconhecem pessoas ligadas à "causa".

Susana Ferreira, da Quercus, diz que, "neste momento, além daquilo que está dentro do cumprimento da lei, não é fácil encontrar técnicos, construtores ou mesmo empresários que vendem materiais com esse conhecimento". Por utro lado, diz Ana Dias, da Biohabitat, empresa de Aveiro que vende materiais de construção ecológicos, "temos ainda o estigma dos preços mais caros". O que não é verdade para todos os materiais, sustenta, apontando o exemplo das tintas.


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Eco Casa Portuguesa




Os promotores da Eco Casa Portuguesa, desígnio que nasceu nas redes sociais, querem construir uma casa amiga do ambiente 100% portuguesa. Desde o projecto de arquitectura aos materiais utilizados, a ideia é que tudo seja made in Portugal e fornecido graciosamente.
Visite a página Facebook da EcoCasa Portuguesa

«A casa modelo será uma forma de os ‘embaixadores’ promoverem os seus produtos e serviços», explica João Monge Ferreira, um dos dois promotores. Esta primeira habitação, um T3 orçado em 150 mil euros a construir «num prazo de dois anos», é um projecto com «uma forte componente pedagógica ambiental», acrescenta.

O também criador do movimento Novos Rurais – que promove o regresso à vida no campo – adianta que o Alentejo e o Algarve são as localizações que estão a ser estudadas, mas o objectivo é que a casa se «adapte aos diversos climas, relevos e matérias-primas de cada região», até porque o futuro do projecto passa pela sua comercialização. «É o aproveitamento e sintonia com o meio ambiente que está na base da arquitectura bioclimática», explica João.

O Sol é «um dos principais elementos a ter em conta, pois o seu aproveitamento, quer em termos térmicos, quer em termos de iluminação, será a peça chave para construção de um edifício sem consumo de energia». Os materiais escolhidos têm um «bom desempenho ambiental e energético», permitindo reduzir o consumo de electricidade – «uma vez que o conforto interior é facilmente alcançado sem recurso a aparelhos de climatização» – e a emissão de gases com efeito de estufa.



Por: Ana Isabel Pereira   Jornal Sol

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Eco Casa Portuguesa



Portugal a cooperar! 
Um projecto. Uma Eco Casa. E... todos os portugueses! A Eco Casa de todos nós!


Originalidade, inovação, e sustentabilidade.
O objectivo do projecto é construir uma Eco Casa, com Embaixadores (fornecedores) 100% portugueses.
Partilhe esta ideia!
Eco Casa Portuguesa





quarta-feira, 27 de julho de 2011

Inovação na Eco Construção


Construir edifícios amigos do ambiente pode ser determinante para a sustentabilidade futura do planeta, além de também ajudar na bolsa.

O Centro Regional de Inovação do Algarve (CRIA) é o parceiro nacional do projeto da União Europeia INSMED, que pretende estimular a economia da zona Euro Mediterrânica, através da ecoconstrução e de outros conceitos de conceção ecológica de edifícios e gestão racional dos recursos.

A ecoconstrução foi o tema da edição da passada semana do programa radiofónico CRIA FM, que foi dinamizado em conjunto pelo «barlavento» e pela Rádio Universitária do Algarve RUA FM.

A professora da Universidade do Algarve e especialista nesta área Fátima Farinha, bem como André Coelho, representante da empresa Ecoperfil, especializada em conceção ecológica de edifícios, e ainda Miguel Viegas, do CRIA, foram os convidados.

Após cerca de dois anos de INSMED, o CRIA já tem online uma plataforma que permite saber quem faz o quê no mundo da ecoconstrução, pela Europa fora.

«Criámos uma Plataforma de Inteligência Colaborativa, onde estão listados vários atores e tecnologias chave. Permite, principalmente, fazer a ponte entre fornecedores e compradores», explicou Miguel Viegas.

A escolha da Universidade do Algarve como parceira neste projeto europeu esteve também ligada às caraterísticas da região, onde questões como a gestão eficiente da água e o aproveitamento dos recursos energéticos renováveis podem ser determinantes para a sustentabilidade económica.

«A ecoconstrução refere-se aos edifícios ou empreendimentos que são concebidos para reduzir o impacto no meio ambiente. São, portanto, edifícios mais eficientes na utilização de energia, na utilização da água e recorrendo a recursos locais, nomeadamente ao nível dos materiais de construção», resumiu Fátima Farinha.

A ecoconstrução é, de resto, uma prática milenar na zona mediterrânica, não sendo o Algarve uma exceção.

A arquitetura que melhora a eficiência energética, a utilização de cal, a instalação de tanques de rega ou mesmo de reservatórios que recolhem a água das açoteias, são imagens comuns nos edifícios mais antigos da região. E tudo isto é ecoconstrução.

Como explicou Miguel Viegas, que integra uma equipa multidisciplinar que se dedica exclusivamente a projetar edifícios ecologicamente sustentáveis, a parte mais importante acaba por ser a correta conceção do edifício, de modo a que as suas caraterísticas arquitetónicas permitam tirar dividendos logo à partida.

«Se repararmos, a arquitetura tradicional não é igual em todo o país. Mas, nas últimas décadas, passou a ser igual em todo o território nacional, muito marcada pelas escolas de arquitetura. E não é isso que deve acontecer. Deve-se procurar adaptar o edifício ao clima local», reforçou Fátima Farinha.

Só depois, ou caso se trate de remodelações ou adaptações de edifícios já existentes, entra a tecnologia. «A Ecoperfil desenvolve, por exemplo, inovações e outras considerações e cálculos na climatização e na térmica dos edifícios. Também temos feito alguns estudos de implantação de materiais, tendo em conta o seu impacto ambiental. Na gestão da água, fizemos projetos para captação de águas pluviais para rega e lavagens. Mas já há procura, ainda que residual, de sistemas de reciclagem de águas cinzentas», disse André Coelho.

Os sistemas referidos por André Coelho são inovações de sistemas antes utilizados, baseados em tanques e reservatórios, mas podem hoje chegar muito mais longe.

Caso o promotor do edifício deseje, pode mesmo ser instalado um sistema duplo de canalização, que separe a água da rede da reaproveitada, podendo esta última ser destinada a fins tão diversos como rega, água para lavagem ou até mesmo para o autoclismo.

Ou seja, a tecnologia existe, permite poupar o ambiente e, a longo prazo, a carteira e basta aceder ao site www.cria.pt/cria/pt/microsite.asp?id=20 para se ficar a saber quem aplica a solução.

Mas, avisou Fátima Farinha, ainda é necessário «mudar mentalidades», para que a opção pela ecoconstrução dispare em Portugal.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Como fazer um plano de eficiência energética na sua empresa


Auditoria energética e análise das medidas a implementar são passos fundamentais para construir o seu PPE.
Um Plano de Eficiência Energética (PEE) tem como objectivo a análise de onde, como e para que efeito se consome energia, tendo em vista a redução dos custos e consumos. Só após esta identificação se consegue desenvolver um plano de racionalização, que deverá ser feito por profissionais na área.
A redução dos consumos de energia nas empresas tornou-se uma exigência do mercado, tornando-se fundamental a elaboração destes planos de eficiência. Desde 1999 e até agora tem-se verificado um crescimento dos consumos de energia no sector dos serviços, originado pelo aumento efectivo do grau de conforto exigido pela população. Estudos demonstram que os edifícios de serviços, que representam aproximadamente 40% do consumo de energia na Europa, tinham um potencial de poupança de mais de 30% com a aplicação de medidas de melhoria com viabilidade económica e de fácil implementação.
1º Auditoria energética
Para se elaborar um PEE é necessário começar pela auditoria energética.É na auditoria energética que se identificam e os desperdícios de energia bem como as condições de conforto e qualidade de ar interior.  Este processo passa pelo planeamento, análise e recolha de informação da empresa, pelo trabalho de campo, como medições técnicas, visualização das instalações e análise dos dados da empresa.
2º Análise das medidas de economia de energia a serem aplicadas
Depois da primeira fase é necessário avaliar a viabilidade técnica e económica das medidas a implementar. Quase todos os edifícios são passíveis de implementação de medidas de melhoria genéricas. Estas medidas podem, nalguns casos, ser aplicadas pelos próprios utilizadores, como a iluminação, a gestão das temperaturas interiores de conforto, a aplicação de ‘free-cooling' (arrefecimento de um espaço utilizando o ar exterior), a manutenção dos sistemas de climatização e ventilação e evitar ‘stand-by' de equipamentos.
3º Desenvolvimento do PEE
Depois dos passos anteriores chega-se então ao plano que mais se adequa às suas necessidades. É nesta fase que se define o melhor modelo, aquele que mais interessa a cada caso concreto. E as soluções são variadas, sendo o modelo ESCO (Energy Service Company) adoptado por várias empresas. Este modelo visa a partilha de risco entre as empresas de engenharia conhecedoras do processo para obterem os melhores resultados e as melhores medidas, e que podem apoiar a empresa na obtenção de verbas para a implementação de algumas ou todas as medidas de economia de energia, preconizadas no PEE.
4º Acompanhamento e monitorização das medidas implementadas
Depois da elaboração do PPE e da sua implementação é fundamental fazer o acompanhamento do trabalho proposto. Esta monitorização das medidas pode ditar o sucesso das medidas.